Há três anos, o assassinato do padre Jacques Hamel
26/07/2019 10:25 em Internacional

Manoel Tavares e Amedeo Lomonaco - Cidade do Vaticano

Três anos se passaram desde o bárbaro assassinato do padre Jacques Hamel, na França. A igreja de Santo Estêvão de Saint-Étienne-du-Rouvray, perto de Rouen, tornou-se um destino de peregrinação intimamente ligado a esta data: 26 de julho de 2016.

Naquela manhã, ao final da missa, o padre Hamel, de 85 anos, foi assassinado por dois jovens extremistas que haviam jurado lealdade ao Estado islâmico. Durante o ataque, duas religiosas e dois fiéis leigos foram retidos com reféns. Mas, os dois fundamentalistas islâmicos, com cidadania francesa, Adel Kermiche e Abdel Malik, ambos de 19 anos, foram mortos pela polícia Rouen ao saírem da igreja.

Antes de ser morto, o sacerdote é forçado a se ajoelhar. Suas últimas palavras foram: "Vai embora, Satanás!", "Para longe de mim, Satanás!".

As palavras pronunciadas pelo padre Hamel pouco antes de sua morte são o último selo de uma vida que terminou com o martírio. Papa Francisco, durante a Santa Missa em sufrágio em 14 de setembro de 2016, recordou que o sacerdote francês "deu a sua vida por nós, deu a sua vida por não negar Jesus":

“ Padre Jacques Hamel foi degolado na Cruz, precisamente quando celebrava o sacrifício da Cruz de Cristo. Homem bom, humilde, de fraternidade, que sempre buscava promover a paz, foi assassinado como se fosse um criminoso. Este é o fio satânico da perseguição. Mas há uma coisa, neste homem que aceitou seu martírio ali, com o martírio de Cristo, no altar, há uma coisa que me faz pensar muito: em meio ao momento difícil que vivia, em meio também a esta tragédia que ele via chegar, um homem humilde, um homem bom, um homem que promovia a fraternidade, não perdeu a lucidez ao acusar e dizer claramente o nome do assassino, e ele disse claramente: "Vai embora, Satanás!". (Papa Francisco) ”

Jacques Hamel nasceu em Darnétal, em 30 de novembro de 1930, e foi ordenado sacerdote em 30 de junho de 1958, exercendo seu ministério na paróquia de Saint-Étienne-du-Rouvray, Normandia, norte da França, onde recebeu a palma do martírio. Devido às circunstâncias da sua morte, o sacerdote é considerado "mártir" por cristãos e não cristãos.

 

O processo da sua Causa de Beatificação teve início em setembro de 2016, após três anos e não cinco, segundo as prescrições canônicas, porque o Papa Francisco emitiu um decreto de dispensa, abreviando o tradicional período canônico da Causa. Em 9 de março de 2019, a fase diocesana foi concluída com resultado favorável.

Ministério

 

Com seis anos de idade, Jacques participou do coral da Igreja de São Paul em Rouen; com 14, entrou para o Seminário menor e, com 18, serviu as forças armadas na Argélia, por 18 meses.

Ao ser ordenado sacerdote, em 1958, trabalhou na igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, onde se aposentou aos 75 anos, embora tenha continuado sua obra pastoral e assistente paroquial até à sua morte. Padre Hamel trabalhou, desde 2015, em um comitê inter-religioso, em estreita colaboração com o imame local, Mohammed Karabila, presidente do Conselho de Muçulmanos da Normandia.

 

-Vatican News

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